rosca_nem_todas

Quando pensamos em roscas e sua vedação, é importante saber com qual padrão estamos lidando, pois isto afeta diretamente o tipo de vedante utilizado.
Existem basicamente dois padrões de sistema de rosca na indústria, e suas diferenças são suficientemente significantes para determinar fórmulas específicas de veda roscas.

Padrão 1 – NPT: também chamada de rosca cônica, é um padrão adotado nos EUA e Canadá e é muito encontrado por todo o mundo na medida em que são utilizadas em equipamentos fabricados nestes países, ou em plantas de empresas multinacionais com estas origens.

O formato cônico provoca o estreitamento progressivo à medida em que o rosqueamento é feito, até chegar um ponto em que trava.

Padrão 2 – BSP: também conhecida por rosca paralela, não possui a inclinação encontrada nas NPT e não apresenta o mecanismo de estreitamento, devendo simplesmente ser rosqueada até o final. É o padrão adotado por fabricantes de todos os demais países, também com a variação “BSPP” onde uma conexão é paralela e a outra cônica, o que não altera muito seu princípio de funcionamento.

Roscas BSP

Existe um padrão melhor que outro? Na prática quem está mais acostumado com um deles acaba por defender uma certa preferência. Mas o fato é que não existe comprovação de que a performance de um seja melhor do que outro. O que existe é a necessidade de uma vedação específica. Pois sem vedação, nenhum sistema rosqueado é a prova de vazamentos.

Para roscas BSP, a consistência e viscosidade são muito importantes, pois ao contrário de roscas cônicas, elas tendem a permitir uma migração do adesivo pelo tubo, caso sua viscosidade seja baixa. Nestes casos, produtos como o Loctite 577 por exemplo são mais recomendados, devido à sua consistência em gel.

Já em roscas NPT, a migração é inibida pela inclinação, e no caso delas a questão é outra: devido ao sistema cônico que força mecanicamente as roscas, quando o selante é aplicado isso acaba gerando uma resistência maior à desmontagem. Sendo assim, é importante que a resistência seja suficiente para garantir uma vedação eficiente, mas ao mesmo tempo não seja tão forte, para permitir uma eventual desmontagem. Num caso como este, o Loctite 567 é mais indicado.

Sem dúvida, seja qual for o tipo de rosca, um selante anaeróbico sempre será o modo de garantir uma vedação segura e eficiente. Porém não existe um produto “genérico” que atenda de modo confiável todos os diferentes padrões. Sempre lembrando que alta resistência à desmontagem não está ligada diretamente à qualidade da vedação. O que garante sua eficácia é o total preenchimento dos microespaços existentes entre as roscas.

E para que este preenchimento aconteça corretamente, observe nas formulações o nível de tolerância à contaminação, uma vez que não são recomendados para aplicações em água de consumo como, torneiras, chuveiros e bebedouros. Verifique se são indicadas para aplicação em metais inativos, tais como alumínio e aço inox, também é importante observar as temperaturas limites de trabalho já que alguns vedantes “genéricos” não apresentam um bom desempenho nestas condições. Fique atento!