transportadoras

O objetivo do uso de correias transportadoras é proporcionar deslocamento de materiais em um fluxo com proteção e confiança. Porém, durante o uso, problemas, como desvios no percurso da correia, acúmulo de detritos nas polias e excesso de tensão, podem atrapalhar o funcionamento, alterando o desempenho e diminuindo a vida útil do equipamento. No geral, os itens essenciais na inspeção desses transportadores são o esticamento e alinhamento da correia e as condições dos roletes, tambores, cobertura, emendas, raspadores, limpadores, guias de material e chutes. Em continuidade à nossa série de posts sobre manutenção de correias transportadoras, apresentaremos um check list dos nove problemas mais comuns e suas respectivas ações para manutenção corretiva.

1) Quando a correia desvia para o lado em determinado ponto de estrutura:

  • Pode haver acúmulo de material na polia tensora. Nesse caso, remova o material retido, instale raspadores ou outros dispositivos de limpeza (leia mais no post sobre limpeza de correias).
  • A correia pode estar desalinhada perto de uma polia. Verifique o alinhamento da polia e dos roletes próximos.
  • Se estiver com roletes emperrados, lubrifique ou substitua-os.
  • Se a estrutura do transportador estiver empenada ou desalinhada, endireite a área deformada.

2) Quando uma parte da correia desvia para o lado em todos os pontos do transportador:

  •  A correia pode não estar emendada corretamente. Remova a parte afetada e realize a emenda.
  •  Pode haver arqueamento na esteira. Nesse caso, além de substituí-la é necessário verificar o processo de armazenamento e manuseio dos rolos, para que o problema não volte a ocorrer.

3) Quando há deslizamento da correia ao iniciar:

  •  Pode haver tração insuficiente entre a correia e a polia. Retarde a polia motriz, aumente o envoltório da correia e instale dispositivos de limpeza.
  •  Condições de contrapeso demasiado. Coloque o contrapeso ou aumente a tensão de enrolamento.
  •  Se houver acúmulo de material. Melhore as condições de cargas e transferência.

4) As tampas endurecem ou racham:

  •  Pode ser por calor ou danos químicos. Cheque com o fabricante se a correia é projetada para as condições especificas.
  •  Armazenamento ou manuseio inadequado. Verifique o processo.

5) A correia rompe-se por trás dos fixadores:

  •  As placas de fixação podem estar muito compridas para o tamanho da polia. Devem ser substituídas por fixadores menores ou então pode-se aumentar o tamanho da polia.
  •  Instalação de fixadores errados: ou muito apertados, ou muito frouxos. Use fechos adequados ou técnicas de emenda.
  •  Tensão muito alta. As possibilidades são:
    o Aumente a velocidade da correia, mantendo a mesma tonelagem,
    o Reduza a tonelagem, mantendo a velocidade,
    o Reduza o atrito com manutenção e substituição de roletes danificados,
    o Reduza o contrapeso para o valor mínimo.

6) Quando há separação das emendas vulcanizadas:

  •  A correia pode estar mal empilhada.
  •  As polias podem ser muito pequenas. Use polias de diâmetro maior.

7) Quando há ranhuras, corte e remoção da cobertura:

  •  A folga pode estar maior do que o necessário entre a correia e as vedações de borracha. Nessa situação, ajuste a folga.

8) Quando há separação de dobras:

  • Pode haver insuficiência de rigidez transversal. A correia deve ser substituída.
  • Se as polias forem muito pequenas, use maiores.
  • Se for por danos químicos, use correias apropriadas para as condições específicas.

9) Quando existem pequenas rupturas na carcaça em paralelo à borda da correia:

  •  Pode ser devido ao impacto de material na correia. Ajuste o chute e instale polias de impacto.
  •  Pode haver material preso entre a correia e a polia. Instale raspadores antes da polia traseira.

Em todos os casos onde ocorrem rachaduras, desgastes prematuros ou rupturas de emenda, é possível recuperar a área danificada com produtos à base de uretano, como o protetor de correias Loctite PC 7350 .

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