Polimento Automotivo Profissional


O processo de polimento automotivo profissional consiste no uso de ferramentas químicas combinadas com ferramentas mecânicas em 4 etapas distintas:

• Pré-polimento

• Polimento

• Acabamento

• Proteção (às vezes denominada cristalização)

Etapas do processo de polimento

O segredo de um trabalho bem feito está na escolha da combinação certa dos diferentes elementos em cada etapa.

Existem diversas ferramentas químicas que variam conforme seu grau de abrasividade (também denominada “corte”) e brilho, que devem ser combinadas com acessórios mecânicos, chamados “boinas”, que também apresentam diferentes níveis de abrasividade.

Ou seja, é possível obter um altíssimo nível de abrasão combinando-se boinas e produtos químicos de alto índice de “corte” ou o inverso, combinando os mínimos índices de abrasão com a boina mais suave. Entre estes dois extremos, existem inúmeras combinações, que serão
escolhidas pelo profissional em função de diferentes características da pintura na superfície a ser polida:

• Idade e desgaste

• Tipo de acabamento e cor

• Profundidade e extensão dos arranhões

• Outros tipos de danos

• Locais dos arranhões e danos

Os níveis de corte e brilho em polidores químicos são classificados em escalas, que vão de 1 a 10 (da menor para a maior abrasividade) e no caso do brilho, do menos para o mais intenso.

Normalmente se utilizam polidores com maior corte e menor brilho nas etapas iniciais e menor abrasividade e grande brilho no final do trabalho. Mas como dissemos, cada caso é um caso.

Já no que se referem às boinas, o princípio é o mesmo, com seu grau de corte variando em função do material de que são feitas.

Tipos de boinas usadas para polimento

As boinas são utilizadas nas politrizes rotativas. Da esquerda para direita – lã, espuma comum e espuma extra macia.

Para facilitar o processo de escolha, recomenda-se a utilização de kits de um mesmo fabricante, o que irá garantir homogeneidade nos resultados e facilitará as escolhas de combinação.

Para exemplificar, vamos analisar as combinações mais comuns em um kit de polimento da marca Teroson, fabricado pela Henkel.

A primeira etapa, é o pré polimento. Nele, são eliminadas as imperfeições de maior escala, tais como marcas de lixamento, desgaste, excesso de spray e outras imperfeições na pintura como por exemplo as chamadas “cascas de laranja”.
Neste processo inicial, a “boina” utilizada normalmente é à base de lã.
WX 145; WX 157 HP; WX 150

Aqui, pode-se escolher entre ferramentas químicas com dois níveis de abrasividade – o WX 150 “fast cut” (corte rápido) ou o WX 157 HP “heavy cut” (corte profundo). Ou seja, em casos de danos mais superficiais, o primeiro é mais indicado.

Pintura casca de laranja

Falhas graves de pintura, como as “cascas de laranja”, requerem a aplicação de ferramentas químicas de alto poder de abrasão.

Com esta primeira etapa, os danos mais grosseiros serão eliminados, mas restarão marcas deixadas pela boina de lã. Para eliminá-las e refinar o processo, vem a etapa do polimento, feita normalmente com boinas de espuma e ferramentas químicas de menor poder de abrasão, tais como o WX 160 “fine cut” (corte fino).

pol

Para a etapa de polimento, a combinação mais comumente utilizada é de uma boina de lã com ferramentas químicas de médio índice de abrasão.

Ainda assim, ficarão marcas mais discretas, que serão eliminadas na etapa de acabamento, com produtos como o WX 175 ou WX 178.

Como é possível perceber, se analisarmos as graduações de abrasividade e brilho de cada um desses produtos, notaremos que partimos de ferramentas químicas com alto grau de corte como o WX 157, com grau 8, até chegar aos menores, como o WX 175 com grau 2.

Já o índice de brilho segue o caminho contrário. Em nosso exemplo, o WX 150 possui brilho “3”, enquanto que o WX 180 apresenta brilho “10”. Trata-se de uma cera de carnaúba utilizada para formar uma película protetora após o acabamento.

boina_polir

O uso de kits do mesmo fabricante que englobem desde as soluções para polimento pesado até ceras protetivas de acabamento, permite maior precisão nas escolhas de combinações.

Mas conforme dissemos anteriormente, existem casos e casos. Para um pequeno retoque por exemplo, nada impede que a primeira boina a ser utilizada seja de espuma, e a ferramenta química aplicada seja de menor abrasividade.

É a experiência do profissional que irá determinar as melhores combinações. Em caso de dúvida, um procedimento comum é o chamado “spot test”, mas isso é assunto para um próximo post.

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