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A série de webinars sobre segurança dos alimentos em embalagens  que a Henkel disponibilizou este ano tem tido grande repercussão na indústria. Por se tratar do primeiro evento do gênero a explorar de forma altamente técnica um aspecto vital para a indústria de alimentos, temos tido muitas solicitações de novas sessões, para quem não teve oportunidade de assistir as anteriores. Desta forma, preparamos um breve resumo do webinar feito por Guilherme Fernandes, engenheiro Químico, no departamento de desenvolvimento de produtos do setor de Adesivos para embalagem e Bens de Consumo da Henkel em São Paulo, sobre o tema “Maneiras de Aprimorar a Segurança dos Alimentos”.

O que pode ser feito para melhorar a Segurança dos Alimentos? Essa é a questão fundamental que profissionais e fornecedores devem responder.

Nós iniciaremos avaliando os requerimentos legais atuais. A exigência do consumidor ao redor do mundo é uma só: o alimento colocado no mercado deverá ser seguro. Alimento seguro requer embalagem segura.  E para isso existe uma legislação para todos os materiais em contato com alimentos (a RDC-91/2001). As substâncias presentes nestes materiais não podem ser transferidas para o alimento, o que poderia causar a mudança em sua composição; colocar em risco a saúde humana ou deteriorar suas propriedades organolépticas.

De uma forma clara as embalagens e equipamentos que estejam em contato direto com alimentos devem ser produzidos segundo as boas práticas de fabricação para que, nas condições normais ou previsíveis de emprego, não produzam migração para o alimento de componentes indesejáveis, tóxicos contaminantes em quantidades tais que superem os limites máximos estabelecidos de migração total ou específica, e que possam representar um risco à saúde humana ou uma modificação inaceitável na composição dos alimentos ou nas características sensoriais dos mesmos.

De uma forma resumida, segurança dos alimentos significa controle de transferência dos agentes migrantes e controle de migração.

O processo de migração é uma ação extremamente complexa, e que ocorre normalmente em duas direções.

Pode existir contaminação, por agentes contaminantes do alimento que migram em direção à embalagem, e por agentes contaminantes da embalagem, ou da camada selante ou do adesivo presente nela em direção ao alimento.

De uma forma geral trata-se de um processo dinâmico, baseado principalmente nos mecanismos de transferência de massa, entre o ponto onde a concentração do contaminante é mais elevada, para o ponto onde a concentração é mais baixa. De modo geral isso pode levar à contaminação do alimento, e perdas.

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O processo de migração pode acontecer em adesivos base água, hotmelt e poliuretânicos.

O adesivo hotmelt contém em sua formulação diversos contaminantes que podem eventualmente migrar em direção ao alimento.

São eles: ceras; óleos; monômeros residuais; antioxidantes; estabilizantes e aditivos.

No caso do adesivo base água, existem diversos agentes migrantes que podem ser plastificantes, monômeros, conservantes, antiespumantes e aditivos.

Para o caso do adesivo poliuretânico, os principais agentes migrantes são: catalisadores residuais, normalmente catalisadores metálicos; monômeros residuais de isocianato; oligômeros que são materiais poliméricos de baixo peso molecular; antioxidantes ou estabilizantes.

Com base nestas constatações, a grande pergunta é: o processo de migração pode ser influenciado? Ou é um fenômeno com o qual devemos conviver?

Em primeiro lugar, devemos entender quais são os fatores que influenciam a migração, quais sejam:

– A quantidade de adesivo aplicada,

– A quantidade de substâncias migratórias presentes no material de embalagem,

– A estrutura da embalagem,

– O tipo de alimento,

– A temperatura de estocagem,

– O tempo de estocagem,

– Razão entre a área superficial da embalagem e o volume do alimento dentro da embalagem.

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